CANTIGA PROSADA I
(Jádison Coelho) Venha cá, minha siôra e meu sinhô que Cruz e credo é de rezar. Eu que num tenho um só partido Das andança hei de contar. Vi estrela cruzar o céu Rotejando areia seca, vento e ar. Os rei de toda a terra, meus sinhor, Hão ao menino se curvar. Venha de lá, Vem meus pastores e pastorinha De laço com o Terno de Reis as cantiga cantar. Reza a missa que num dia Gabriel anunciou a glória que gosto de até hoje me alembrar: Em Belém Nossa Sinhora, que Virge Maria, À luz deu o fío natalino, meu chará. E na sunção da benção do menino, Que só de boa sorte sei eu prosar, Chegaram a ele de cabo a rabo: Oiro, mirra e incenso perfumado. Desde então, profano são, Reisado, Deixo o gibão pra na Bandeira me embalar. No nobre leito de cada pequeno vilarejo, Na cama de um congado E na manjedoura donde nascera um cangaceiro A bandeira há de deitar. Beijem ela, meus sinhor, bêjéla: A Bandeira que é do Rei, Que minha mainha, devota, Num se cansou de rezar. |
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
CANTIGA PROSADA
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